sábado, 31 de março de 2012

DIVERSOS

"O maior prazer de uma pessoa
inteligente é fingir ser idiota, diante de
um idiota que finge ser inteligente."


Só de passagem ...


Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio.
O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
- Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.
E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:
- E onde estão os seus...?
- Os meus?! Surpreendeu-se o turista.
- Mas estou aqui só de passagem!
- Eu também... - concluiu o sábio.


"A vida na Terra é somente uma passagem... No entanto, alguns vivem como
se fossem ficar aqui eternamente, e esquecem-se de ser felizes."


"NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL... SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA..."

sexta-feira, 30 de março de 2012

quinta-feira, 29 de março de 2012

MOMENTO CULTURAL

LISTA DE COISAS QUE NÃO SABEMOS OU NÃO LEMBRAMOS...

Os Três Reis Magos:

. O árabe Baltazar: trazia incenso, significando a divindade do Menino Jesus.
. O indiano Belchior: trazia ouro, significando a sua realeza.
. O etíope Gaspar: trazia mirra, significando a sua humanidade.

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo:

1 - As Pirâmides do Egito
2 - As Muralhas e os Jardins Suspensos da Babilônia
3 - O Mausoléu de Helicarnasso ( ou O Túmulo de máusolo em Éfeso )
4 - A Estátua de Zeus, de Fídias
5 - O Templo de Artemisa (ou Diana)
6 - O Colosso de Rodes
7 - O Farol de Alexandria.

As 7 Notas Musicais
A origem é uma homenagem a São João Batista, com seu hino :

Ut queant laxis
   Para que possam
Re sonare fibris ressoar as
Mi ra gestorum maravilhas de teus feitos
Fa mulli tuorum com largos cantos
Sol ve polluit apaga os erros
La bii reatum dos lábios manchados
Si ancti I oannis Ó São João

Os Sete Pecados Capitais
(Eles só foram enumerados no século VI, pelo papa São Gregório Magno (540-604), tomando como referência as cartas de São Paulo)

. Gula
. Avareza
. Soberba
. Luxúria
. Preguiça
. Ira
. Inveja


As SeteVirtudes
(para combater os pecados capitais)

. Temperança (gula)
. Generosidade (avareza)
. Humildade (soberba)
. Castidade (luxúria)
. Disciplina (preguiça)
. Paciência (ira)
. Caridade (inveja)


Os Sete dias da Semana e os "Sete Planetas"
Os dias, nos demais idiomas- com excessão da língua portuguesa , mantém os nomes dos sete corpos celestes
conhecidos desde os babilônios :

. Domingo - dia do Sol
. Segunda - dia da Lua.
. Terça - dia de Marte
. Quarta - dia de Mercúrio
. Quinta - dia de Júpiter
. Sexta - dia de Vênus
. Sábado - dia de Saturno

As Sete Cores do Arco-Íris:
Na mitologia grega, Íris era a mensageira da deusa Juno. Como descia do céu num facho de luz e vestia um xale de sete cores, deu origem à palavra arco-íris. A divindade deu origem também ao termo íris, do olho.

. Vermelho
. Laranja
. Amarelo
. Verde
. Azul
. Anil
. Violeta

Os Dez Mandamentos:

1º - Amar a Deus sobre todas as coisas
2º - Não tomar o Seu Santo Nome em vão
3º - Guardar os sábados
4º - Honrar pai e mãe
5º - Não matar
6º - Não pecar contra a castidade
7º - Não furtar
8º - Não levantar falso testemunho
9º - Não desejar a mulher do próximo
10º - Não cobiçar as coisas alheias


Os Doze Meses do Ano:

- Janeiro: homenagem ao Deus Janus, protetor dos lares
- Fevereiro: mês do festival de Februália (purificação dos pecados), em Roma;
- Março: em homenagem a Marte, deus guerreiro;
- Abril: derivado do latim Aperire (o que abre). Possível referência à primavera no Hemisfério Norte;
- Maio: acredita-se que se origine de maia, deusa do crescimento das plantas;
- Junho: mês que homenageia Juno, protetora das mulheres;
- Julho: No primeiro calendário romano, de 10 meses, era chamado de quintilis (5º mês). Foi rebatizado por Júlio César;
- Agosto: Inicialmente nomeado de sextilis (6º mês), mudou em homenagem a César Augusto;
- Setembro: era o sétimo mês. Vem do latim septem;
- Outubro: Na contagem dos romanos, era o oitavo mês;
- Novembro: Vem do latim novem (nove);
- Dezembro: era o décimo mês

Os Doze Apóstolos:

1 - Simão Pedro
2 - Tiago ( o maior )
3 - João
4 - Filipe
5 - Bartolomeu
6 - Mateus
7 - Tiago ( o menor )
8 - Simão
9 - Judas Tadeu
10 - Judas Iscariotes
11 - André
12 - Tomé.

***Após a traição de Judas Iscariotes, os outros onze apóstolos elegeram Matias para ocupar o seu lugar .

Os Doze Profetas do Antigo Testamento:

1 - Isaías
2 - Jeremias
3 - Jonas
4 - Naum
5 - Baruque
6 - Ezequiel
7 - Daniel
8 - Oséias
9 - Joel
10 - Abdias
11 - Habacuque
12 - Amos

Os Quatro Evangelistas e a Esfinge

. Lucas (representado pelo touro)
. Marcos (representado pelo leão)
. João (representado pela águia)
. Mateus (representado pelo anjo)

Os Quatro Elementos e os Signos

. Terra (Touro - Virgem - Capricórnio)
. Água (Câncer - Escorpião - Peixes)
. Fogo (Carneiro - Leão - Sagitário)
. Ar (Gêmeos - Balança - Aquário)

As Musas da Mitologia Grega
(aquem se atribuía a inspiração das ciências e das artes)

1 - Urânia ( astronomia )
2 - Tália ( comédia )
3 - Calíope ( eloqüência e epopéia )
4 - Polímnia ( retórica )
5 - Euterpe ( música e poesia lírica )
6 - Clio ( história )
7 - Érato ( poesia de amor )
8 - Terpsícore ( dança )
9 - Melpômene ( tragédia )

Os Sete Sábios da Grécia Antiga:

1 - Sólon
2 - Pítaco
3 - Quílon
4 - Tales de Mileto
5 - Cleóbulo
6 - Bias
7 - Períandro

Os Múltiplos de Dez
( os prefixos usados em Megabytes, Kilowatt, milímetro...)
NOME (Símbolo) = fator de multiplicação

Yotta (Y) = 10 24 = 1.000.000.000.000.000.000.000.000
Zetta (Z) = 1 021 = 1.000.000.000.000.000.000.000
Exa (E) = 1018 = 1.000.000.000.000.000.000
Peta (P) = 1015 = 1.000.000.000.000.000
Tera (T) = 1012 = 1.000.000.000.000
Giga (G) = 109 = 1.000.000.000
Mega (M) = 106 = 1.000.000
kilo (k) = 103 = 1.000
hecto (h) = 102 = 100
deca (da) = 10 1 = 10
uni = 100 = 1
deci d, 10 -1 = 0,1
centi c, 10 -2 = 0,01
mili m, 10 -3 = 0,001
micro µ, 10-6 = 0, 000.0001
nano n, 10 -9= 0,000.000.001
pico p, 10-12 = 0, 000.000.000.001
femto f, 10-15 = 0,000.000.000.000.001
atto a, 10-18 = 0,000.000.000.000.000.001
zepto z, 10 -21 = 0,000.000.000.000.000.000.001
yocto y, 10 -24 = 0,000.000.000.000.000.000.000.001

exa deriva da palavra grega "hexa" que significa "seis".
penta deriva da palavra grega "pente" que significa "cinco".
tera do grego "téras" que significa "monstro".
giga do grego "gígas" que significa "gigante".
mega do grego "mégas" que significa "grande".
hecto do grego "hekatón" que significa "cem".
deca do grego "déka" que significa "dez".
deci do latim "decimu" que significa "décimo".
mili do latim "millesimu" que significa "milésimo".
micro do grego "mikrós" que significa "pequeno".
nano do grego "nánnos" que significa "anão".
pico do italiano "piccolo" que significa "pequeno".
femto do dinamarquês "femten" que significa "quinze".
atto do dinamarquês "atten" que significa "dezoito".
zepto e zetta derivam do latim "septem" que significa "sete".
yocto e yotta derivam do latim "octo" que significa "oito".

Conversão entre unidades:

cavalo-vapor 1 cv = 735,5 Watts
horsepower 1 hp = 745,7 Watts
polegada 1 in (1??) = 2,54 cm
pé 1 ft (1?) = 30,48 cm
jarda 1 yd = 0,9144 m
angström 1 Å = 10-10 m
milha marítima =1852 m
milha terrestre 1mi = 1609 m
tonelada 1 t = 1000 kg
libra 1 lb = 0,4536 kg
hectare 1 ha = 10.000 m2
metro cúbico 1 m3 = 1000 l
minuto 1 min = 60 s
hora 1 h = 60 min = 3600 s
grau Celsius 0 ºC = 32 ºF = ?273 K (Kelvin)
grau fahrenheit =32+(1,8 x ºC

Os Dez Números Arábicos
Os símbolos tem a ver com os ângulos:

o 0 não tem ângulos
o número 1 tem 1 ângulo
o número 2 tem 2 ângulos
o número 3 tem 3 ângulos
etc...

As Datas de Casamento:

1 ano - Bodas de Algodão
2 anos - Bodas de Papel
3 anos - Bodas de Trigo ou Couro
4 anos - Bodas de Flores e Frutas ou Cera
5 anos - Bodas de Madeira ou Ferro
10 anos - Bodas de Estanho ou Zinco
15 anos - Bodas de Cristal
20 anos - Bodas de Porcelana
25 anos - Bodas de Prata
30 anos - Bodas de Pérola
35 anos - Bodas de Coral
40 anos - Bodas de Rubi ou Esmeralda
45 anos - Bodas de Platina ou Safira
50 anos - Bodas de Ouro
55 anos - Bodas de Ametista
60 anos - Bodas de Diamante ou Jade
65 anos - Bodas de Ferro ou Safira
70 anos - Bodas de Vinho
75 anos - Bodas de Brilhante ou Alabastre
80 anos - Bodas de Nogueira ou Carvalho

Os Sete Anões:

. Dunga
. Zangado
. Atchin
. Soneca
. Mestre
. Dengoso
. Feliz

Você Sabia ?

1 - Durante a Guerra de Secessão, quando as tropas voltavam para o quartel após uma batalha sem nenhuma baixa, escreviam numa placa imensa: " O Killed " ( zero mortos ).. Daí surgiu a expressão " O.K. ". Para indicar que tudo está bem.

2 - Nos conventos, durante a leitura das Escrituras Sagradas, ao se referir a São José, diziam sempre " Pater Putativus ", ( ou seja: "Pai Suposto" ) abreviando em P.P .". Assim surgiu o hábito, nos países de colonização espanhola, de chamar os "José" de "Pepe".

3 - Cada rei no baralho representa um grande Rei/Imperador da história:
. Espadas: Rei David ( Israel )
. Paus: Alexandre Magno ( Grécia/Macedônia )
. Copas: Carlos Magno ( França )
. Ouros: Júlio César ( Roma )

4 - No Novo Testamento, no livro de São Mateus, está escrito " é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus "... O problema é que São Jerônimo, o tradutor do texto, interpretou a palavra " kamelos " como camelo, quando na verdade, em grego, "kamelos" são as cordas grossas com que se amarram os barcos. A idéia da frase permanece a mesma, mas qual parece mais coerente?

5 - Quando os conquistadores ingleses chegaram a Austrália, se assustaram ao ver uns estranhos animais que davam saltos incríveis. Imediatamente chamaram um nativo ( os aborígenes australianos eram extremamente pacíficos ) e perguntaram qual o nome do bicho. O índio sempre repetia " Kan Ghu Ru ", e portanto o adaptaram ao inglês, " kangaroo" ( canguru ).
Depois, os lingüistas determinaram o significado, que era muito claro: os indígenas queriam dizer: "Não te entendo ".

6 - A parte do México conhecida como Yucatán vem da época da conquista, quando um espanhol perguntou a um indígena como eles chamavam esse lugar, e o índio respondeu " Yucatán ". Mas o espanhol não sabia que ele estava informando " Não sou daqui ".

7 - Existe uma rua no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, chamada "PEDRO IVO". Quando um grupo de estudantes foi tentar descobrir quem foi esse tal de Pedro Ivo, descobriram que na verdade a rua homenageava D.Pedro I, que quando foi rei de Portugal, foi aclamado como "Pedro IV" (quarto).
Pois bem, algum dos funcionários da Prefeitura, ao pensar que o nome da rua fora grafado errado, colocou um " O " no final do nome. O erro permanece até hoje.Acredite se quiser...

quarta-feira, 28 de março de 2012

CURIOSIDADES

Curiosidades do IR:
Receita lista impostos curiosos e outras histórias do leão:
 27 de março de 2012 • 10h23

Por: Patricia Alves

SÃO PAULO - Por que o leão é o símbolo do IR? Quem nunca se fez essa pergunta? Para responder a essa curiosidade, a Receita Federal do Brasil disponibiliza, no próprio programa de declaração, um arquivo chamado Memória IRPF que, entre outros assuntos, lista as principais curiosidades do Imposto de Renda, com regras que nem existem mais. Confira algumas delas!                             

As curiosidades do IR


Uma dedução que sempre existiu, desde 1926 -
A dedução para dependentes é permitida ininterruptamente desde o exercício de 1926. É a dedução mais antiga entre as que estão em vigor.


Na declaração em separado, só o marido podia considerar filho como dependente – Decreto de 1932 só permitiu que o marido fizesse a dedução de encargos de família relativa aos filhos, no caso de os cônjuges fazerem separadamente declarações de rendimentos.


Por que o leão é o símbolo do IR?
- No final de 1979, a Secretaria da Receita Federal encomendou uma campanha publicitária para divulgar o Programa Imposto de Renda. A escolha do leão levou em consideração algumas de suas características:


1. É o rei dos animais, mas não ataca sem avisar;


2. É justo;


3. É leal;


4. É manso, mas não é bobo.


Isenção para os rendimentos da primeira profissão – Decreto de 1924, que aprovou o primeiro regulamento do imposto de renda, isentou os rendimentos dos que se iniciavam numa profissão. Assim, só após um ano de trabalho os rendimentos passariam a ser tributados. Como a isenção estava restrita aos rendimentos do primeiro exercício financeiro da primeira profissão, o benefício era mais simbólico do que efetivo, já que raramente os rendimentos do primeiro emprego ultrapassariam o limite de obrigatoriedade de apresentação da declaração de rendimentos, na época de 10 contos de réis anuais.


Presidente da República, senadores, deputados e ministros com alíquota maior no imposto sobre vencimentos - A preocupação em obter recursos para o Tesouro era tão grande que uma lei de 1914 estabeleceu que o imposto sobre vencimentos, ordenados etc. do Presidente da República, senadores, deputados e ministros de Estado teria alíquota mais elevada, conforme indicado abaixo:


De 100$ até 299$ mensais – 8%;


De 300$ até 999$ mensais – 10%;


De 1.000$ mensais ou mais – 15%


Presidente da República, Senadores, Deputados e Ministros de Estados – 20%;


Vice-Presidente da República - 8%.


Declaração de Bens nos mínimos detalhes -
 A partir do exercício de 1963, ano-base de 1962, o contribuinte ficou obrigado a apresentar como parte da declaração anual de rendimentos uma declaração dos respectivos bens, que compreendia prédios, terrenos, direitos reais sobre imóveis, veículos, joias, metais preciosos, dinheiro e qualquer outra espécie de bem patrimonial excetuados os móveis e utensílios de uso doméstico e o vestuário.


No exercício de 1982, ano-base de 1981, no entanto, um contribuinte informou na Declaração de Bens a relação detalhada de tudo que possuía em 31 de dezembro de 1981. Faziam parte da Declaração peças íntimas do vestuário, quantidade de talheres, pratos, louças, panelas, sapatos, camisas, calças, meias, lâmpadas, móveis, material de cama e mesa, discos, livros, enfim, nada escapou da relação.
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E agora para um pouquinho mais de divertimento, afim de suavizar as agruras que estamos passando com a elaboração da declaração para o "Leão", vejam um charge, clicando no link a seguir:

http://charges.uol.com.br/2008/04/12/tobby-entrevista-leao-do-ir/

terça-feira, 27 de março de 2012

O QUE É SUCESSO?

Aos 02 anos sucesso é: conseguir andar.



Aos 04 anos . sucesso é: não fazer xixi nas calças.




Aos 12 anos, sucesso é: ter amigos.



Aos 18 anos, sucesso é: ter carteira de motorista.

 Aos 20 anos, sucesso é: fazer sexo.


Aos 35 anos, sucesso é: dinheiro

. Aos 50 anos, sucesso é: dinheiro.



Aos 60 anos, sucesso é: fazer sexo.



Aos 70 anos, sucesso é: ter carteira de motorista.






Aos 75 anos, sucesso é: ter amigos.

 

Aos 80 anos, sucesso é: não fazer xixi nas calças.




Aos 90 anos, sucesso é: conseguir andar.

 



ASSIM É A VIDA....


"NÃO LEVAMOS NADA DESSA VIDA, PARA QUE PERDER TEMPO COM MALDADE, COM FALSIDADE, COM FALTA DE AMOR...
TODOS TEREMOS O MESMO DESTINO, INDEPENDENTEMENTE DA CONDIÇÃO FINANCEIRA, DA CLASSE SOCIAL;

PORTANTO , AME , BRINQUE , PERDOE E APROVEITE A VIDA....

Na mocidade aprendemos, na velhice compreendemos.”


“As pessoas são pesadas demais para serem carregadas nos ombros, leve-as no coração.” (Dom Helder)

segunda-feira, 26 de março de 2012

CIDADE MARTIR

Oradour-sur-Glane é uma comuna francesa situada no departamento de Haute-Vienne, na região Limousin.
A cidade tornou-se famosa por ter sido o local de um dos maiores massacres cometidos pelos soldados nazistas da Waffen-SS durante a Segunda Guerra Mundial.

Para ver o vídeo, clique aqui  http://www.slideboom.com/player/player.swf?id_resource=517904 , mas tome cuidado porque se trata de cenas e texto chocantes.
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O mail com o qual veio o pps da apresentação que está sendo mostrada, trazia a seguinte anotação:
Eles já andam novamente por aí a mandar na Europa.
Os EUA, a Inglaterra e a França possibilitaram a sobrevivencia destes criminosos e passados 67 anos já estão novamente a fazer escravos a coberto da "austeridade"
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A tragédia de Oradour foi contada na televisão mundial em documentário na aclamada série da BBC inglesa, The World at War (O Mundo em Guerra) de 1974.
 Na voz de Laurence Olivier, o primeiro capítulo da série abre com imagens feitas de helicóptero sobre a cidade vazia e silenciosa e a narração grave, en que o texto a seguir é uma parte dessa reportagem:



"Por esta estrada, num dia de verão de 1944, os soldados vieram. Ninguém vive aqui agora. Eles aqui ficaram por algumas horas. Quando eles se foram, a comunidade que existia há mil anos, havia morrido. Esta é Oradour-sur-Glane, na França.
No dia em que os soldados vieram, a população foi reunida. Os homens foram levados para garagens e celeiros, as mulheres e crianças foram conduzidas por esta rua e trancadas dentro desta igreja. Aqui, elas escutaram os tiros que matavam seus homens. Então, elas foram mortas também. Algumas semanas depois, muitos daqueles que cometeram essas mortes, foram também mortos, em batalha."
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Nunca reconstruíram Oradour. Suas ruínas são um memorial. Seu martírio se soma a milhares e milhares de outros martírios na Polônia, na Rússia, em Burma, na China, em..... um Mundo em Guerra.
  Que DEUS nos livre de tragédias iguais.

domingo, 25 de março de 2012

B R A S I L


Para ver as belezas que existem em cada um dos Estados deste grande país, clique  AQUI

Atenção: A referencia a cada Estado é feita pela ordem alfabética do nome do Estado.

sábado, 24 de março de 2012

UMA CASA PORTUGUESA

 É uma casa portuguesa, com certeza.

Clique  AQUI  para ver e ouvir.

sexta-feira, 23 de março de 2012

GIGAFOTO DO RIO DE JANEIRO


Clicando   AQUI   você vai ver  a maior gigafoto já feita até hoje!


A foto gira sozinha e mostra uma parte do RIO DE JANEIRO


Unica e maior giga foto!!!


A imagem tem 138.286 x 36.532 Pixels, ou seja, + de 5 Giga pixels "Reais".


Esta giga foto composta a partir de 685 clicks e foi produzida no dia 10 de Fevereiro de 2012.

Pode clicar também no link a seguir:
http://multimedia.odiaonline.net/

quinta-feira, 22 de março de 2012

MARACANÃ -


O Maracã é um estádio de futebol localizado no Rio de Janeiro e inaugurado em 1950, tendo sido utilizado na Copa do Mundo de Futebol daquele ano. Desde então, o Maracanã foi palco de grandes momentos do futebol brasileiro e mundial, como por exemplo o milésimo gol de Pelé.

O Maracanã está passando por obras de restauração para estar preparado em 2014 para execução dos jogos da Copa do Mundo, que nesse ano será no Brasil. 

Pata você amigo visitante que gosta de futebol curta o Novo Maracanã em projeção 3D clicando  AQUI

quarta-feira, 21 de março de 2012

CURIOSIDADE ou REALIDADE ?

Recebi e-mail com o texto abaixo. Por se tratar de um caso curioso (não sei se é real), resolvi publicar em meu Blog. Pelo que se pode concluir, trata-se de um português que veio para o Brasil e por cá viveu, (ou vive ainda), formando a sua família como vai ser contado;
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Eis o texto:

Porque razão é que os portugueses são produtivos fora do seu país??? É falta de incentivos????


Só precisamos de meia dúzia destes artistas para inverter o crescimento demográfico em Portugal, que é, actualmente, negativo.





Aposentado de 90 anos tem três mulheres, 69 filhos e 100 netos no RN
Luiz Costa filho de Português de Mirandela teve 17 filhos com actual mulher e outros 13 filhos com a sogra.
Não contente, casou também com a cunhada, com quem teve 15 herdeiros.
Glauco Araújo Do G1, em São Paulo



Luiz Costa de Oliveira, 90 anos, com as três mulheres, na frente de casa, em Campo Grande. Da esquerda para direita; Ozelita Francisca, 58 anos, Maria Francisca, 69 anos; e Francisca Maria, 89 anos (Foto: Júnior Liberato/Arquivo Pessoal)
O aposentado Luiz Costa de Oliveira, 90 anos, é viúvo do primeiro casamento, o que lhe rendeu cuidar sozinho de 17 filhos em uma casa humilde no sertão de Campo Grande (RN). Paquerador nato, ele não deixou, como gosta de dizer, a "peteca cair" e se casou novamente, por três vezes. O detalhe é que ele não ficou viúvo outra vez e nem se separou das primeiras esposas. Hoje, ele mora com três mulheres, a segunda companheira, a sogra e sua cunhada. Com elas, Oliveira teve 45 filhos.
Paquerador e insaciável, o aposentado ainda conseguiu arrumar tempo para mais três mulheres, todas relações que considera extraconjugais, que resultaram em outros sete filhos. Somando a prole de cada um dos relacionamento, ele construiu uma família (ou famílias) com 69 filhos, 100 netos e 60 bisnetos.
A primeira mulher da história de vida de Oliveira se chamava Francisca. "Deus quis levá-la e assim foi, mas me deixou 17 filhos". O tempo passou e ele conheceu outra Francisca, por quem se apaixonou, era Maria Francisca da Silva, hoje com 69 anos. "Com esta tive mais 17 filhos."
O terceiro relacionamento de Oliveira começou quando sua sogra passou a frequentar sua casa diariamente para cuidar de Maria Francisca em suas gestações. "A gente foi se conhecendo melhor e tive mais 13 filhos", disse ele.
Por causa das gestações de sua sogra, que se transformou em esposa, a nora Ozelita Francisca da Silva, 58 anos, passou a frequentar a casa de Oliveira também. Desta vez, os cuidados eram direcionados para sua sogra-esposa. "Fizemos 15 filhos".
Dos filhos de Oliveira, apenas 31 estão vivos.
Ciúmes de "mãe e filhas"
Semana passada, as filhas estavam brigadas com a mãe. As três estavam com ciúmes do marido, o mesmo das três. "A gente vive aqui na minha casa. A minha casa é pequena, com quarto, sala, cozinha e banheiro. Não tem muito conforto, mas dá pra fazer amor. Quando eu faço amor é sempre na mesma casa, no mesmo quarto.", disse Oliveira.
Além dos filhos com as três atuais mulheres e da falecida Francisca, Oliveira disse que a fama de "bom homem" atrai a atenção de outras mulheres. "A gente passa e as mulheres ficam olhando. Não sou assim bonito como dizem, mas tenho minhas qualidades."
O aposentado revelou ao G1 o segredo para tanta vitalidade. "Não bebo, não fumo, me alimento bem e durmo melhor ainda". Oliveira não quis explicar como faz para se dividir entre as três mulheres na mesma casa. "Tem espaço pra todas. Pra fazer amor não tem hora e nem lugar. basta querer."
Oliveira disse que sabe o nome de todos os 69 filhos, mas que tem horas que a memória não ajuda. "Se eu vejo pessoalmente eu sei quem é a mãe e nome vem na cabeça."
Os 100 netos já é uma operação mais complicada para Oliveira lembrar o nome de todos. "É muita gente, mas é gostoso. O nome deles quem sabe são os pais."
Os sete filhos que teve com outras três mulheres, em relacionamentos extraconjugais, Oliveira não tem tanto contato. "Eu sei onde moram, onde estão as mães, mas não temos o convívio".




E ainda tem gente que diz que português tem baixa produtividade?!...

terça-feira, 20 de março de 2012

UM POUCO DA HISTÓRIA DE PORTUGAL

D. SEBASTIÃO  "O Desejado",

 
n. 20 de Janeiro de 1544.
f. 4 de Agosto de 1578.

 
 16.º rei de Portugal.

N. em Lisboa a 20 de Janeiro de 1544, sendo filho, póstumo do príncipe D. João, o único filho varão sobrevivente de D. João III, e de D. Joana, filha do imperador Carlos V.

D. João III tivera 10 filhos, legítimos e 1 bastardo, mas todos morreram em vida de seu pai, só o príncipe D. João, que nascera em 1557, chegara à adolescência, e por isso, apenas ele completou 15 anos seu pai o casou com D. Joana, filha de Carlos V, mas a sorte fatal que perseguira os outros filhos do monarca, também o não poupou, e o príncipe D. João faleceu a 2 de Janeiro de 1554, deixando sua esposa grávida e próximo do termo da gravidez. Esperavam todos com ansiedade o nascimento do neto de D. João III, porque a coroa achava-se ameaçada de ficar sem sucessão, e uma clausula fatal inserida nas escrituras do casamento da infanta D. Maria de Portugal com o príncipe D. Filipe de Castela, atribuía aos filhos deste matrimónio a herança da coroa portuguesa no caso de faltarem herdeiros directos. Era a união ibérica sempre temida e sempre detestada pelos portugueses, portanto, todos esperavam com grande inquietação o nascimento do filho póstumo do príncipe D. João, e foi com a maior alegria que se soube, a 20 de Janeiro desse ano de 1554, que acabara de nascer um filho, que ia receber o nome de Sebastião, por ter nascido no dia em que a igreja reza desse santo. Pelo entusiasmo com que aquela noticia fora recebida, se deu ao futuro rei o cognome de Desejado. Não foram os menos contentes os avós, que se viam na perspectiva de ficar sem descendência. D. João III, porém, pouco tempo sobreviveu, porque morreu três anos depois, deixando a herança da coroa a essa débil criancinha, única esperança da nacionalidade portuguesa, e que estava predestinada para nos ser tão fatal.

D. Sebastião, começou, pois, a reinar desde 11 de Junho de 1557, com três anos e meio de idade, e foi logo aclamado rei. Levantaram-se dúvidas a respeito da regência, que o cardeal D. Henrique reclamava como tio-avô do jovem monarca, e que a avó, a rainha viúva D. Catarina, assumiu em virtude dum testamento mais ou menos autêntico de D. João III. A regente, porém, era uma senhora que não deslustrava a família a que pertencia, era digna irmã de Carlos V. Inteligente e sagaz chamou para seu auxiliar o cardeal D. Henrique, no propósito reservado de o aniquilar, o que facilmente conseguiu. Para o consolar, trabalhava em Roma para que o elegessem papa, mas no governo do reino anulou-o completamente. Contudo, D. Henrique intrigava, e a rainha para acabar com esse estorvo, lembrou-se de dizer que lhe entregava completamente a regência do reino. Apanhado de improviso, o cardeal infante não se atreveu a aceitar; a sua recusa foi logo aceite e sancionada pelas cortes, que para esse fim se reuniram, e D. Catarina ficou então na posse indisputada e completa da regência. Contudo, D. Henrique tinha um poderoso auxiliar, que eram os jesuítas, a cuja astúcia confiou o êxito da sua causa. Contra eles é que D. Catarina nada pôde conseguir. Os jesuítas tanto intrigaram que afinal a rainha, em 1567, depois de 10 anos de regência, viu se obrigada a cedê-la definitivamente a D. Henrique. Esta regência durou, porém, só até 1568, ano em que D. Sebastião tendo completado 14 anos de idade, foi declarado maior. D. Henrique não era homem capaz de só por si lutar contra a sua inteligentíssima cunhada. Esta cedera, mas não tardou a tomar a sua desforra.

Apenas D. Sebastião chegou aos 14 anos, a rainha-avó tanto se moveu que conseguiu que fosse proclamada a maioridade. A regência do cardeal durara apenas um ano. Que esperanças podia o novo soberano inspirar ao povo, e qual seria a sua educação. Ficara órfão de pai, ainda antes de nascer; sua mãe partira para Espanha, mostrando-se muito despeitada por lhe não ser confiada a regência, quando morreu D. João III. A rainha D. Catarina, avó do monarca, podia ser excelente educadora, e mostrou-o resistindo por algum tempo à nomeação que lhe queriam arrancar dum jesuíta para mestre do seu neto, a que afinal cedeu. A Companhia de Jesus era já nesse tempo um colosso. O preceptor foi o padre Luís Gonçalves da Câmara. Para aio escolheu-se D. Aleixo de Menezes, homem de são critério e espírito superior. Os que detestavam a influencia jesuítica imaginaram que D. Aleixo de Menezes, com a sua autoridade exerceria maior influência no ânimo do discípulo. Mas não sucedeu assim, Sem o querer, é certo, D. Aleixo contribuiu para completar a educação do jesuíta. O padre Câmara fez de D. Sebastião um monge, e D. Aleixo um militar brioso; essas duas educações combinadas deram em resultado esse monge militar coroado, esse templário entusiasta, que arrastou Portugal é, ultima cruzada, e que nessa cruzada o perdeu. Com o seu temperamento ao mesmo tempo guerreiro e contemplativo, D. Sebastião facilmente recebeu as lições do preceptor e do aio. O padre Câmara desenvolvia no seu espírito o fervor ascético e religioso para poder fazer do rei, confiado aos seus cuidados, o fiel escravo da Companhia; D. Aleixo de Menezes, cumprindo o seu dever, ensinava lhe os brios cavalheirescos que eram próprios de um rei, e com as suas lições e com os exemplos gloriosos da sua vida ensinava-o a prezar a gloria das armas e a não temer os perigos. Ao mesmo tempo ouvia o jovem monarca a cada instante em torno de si lamentar a resolução de D. João III, que entregara aos mouros algumas praças que tinham sido conquistadas pelos nossos à custa de tanto sangue; era bem criança ainda, mas já com o espírito aberto a todas as impressões, pela sua notável precocidade, quando a defesa heróica de Mazagão exaltou o reino todo e precipitou dentro das muralhas da praça africana a flor da fidalguia portuguesa. Tudo isto concorria para o exaltar e para o excitar.

Muito inteligente, muito impressionável, aprendendo tudo de relance, D. Sebastião era por isso mais acessível do que qualquer outro é, influencia de todas estas causas. Dividia o seu tempo pelas caçadas, pelos exercícios religiosos e pela leitura de livros de história, principalmente da história portuguesa. O seu grande prazer era desafiar o perigo e procurar as agruras e os descómodos da vida montesina. Ia de Inverno para Sintra, de Verão para Salvaterra e Almeirim, em dias de temporal é que ele folgava de embarcar nas galés e de ir fora da barra contemplar, da popa dos navios, o mar embravecido. Fugia do amor com uma insensibilidade notável, tanto porque julgava esse sentimento efeminado incompatível com os seus hábitos guerreiros, porque o seu espírito religioso lhe fazia ver o ideal da vida humana na castidade ascética. Tudo concorria pois para perder o rei e o país; as qualidades de D. Aleixo de Menezes e os defeitos de Luís Gonçalves da Câmara, os seus hábitos de caçador semi-selvagem que lhe faziam desprezar a um tempo o amor e o perigo e que o impediram de deixar um herdeiro da coroa e de salvar-se por ocasião da derrota de Alcácer Quibir, quando isso lhe era ainda tão fácil. D. Sebastião tornou-se completamente um escravo dos jesuítas, que tudo tinham feito por lhe desenvolver o fervor religioso, que animavam o seu afastamento das mulheres, porque a influencia duma mulher, esposa ou amante, destruiria para sempre a influência do confessor. Este, sempre hábil, enquanto precisou de ter quem o escudasse, favoreceu o cardeal D. Henrique, criatura sua, contra a rainha D. Catarina, e quando viu que já lhe não era preciso, tratou de o inutilizar, servindo-se para isso do despeito de D. Catarina, e foi proclamar a maioridade de D. Sebastião. D. Henrique, profundamente despeitado, recolheu-se ao convento de Alcobaça, e D. Catarina, vendo logo que não podia nada em seu neto, porque, tendo-lho pedido que nomeasse vedor da fazenda Pêro de Alcobaça, homem de grande importância e merecimento, teve o desgosto de ver a sua recomendação postergada, sendo escolhido para esse legar D. Martinho Pereira, homem perfeita mente nulo, para escrivão da puridade Martim Gonçalves da Câmara, irmão do confessor, e para secretario Miguel de Moura, também uma inutilidade, de forma que os Câmaras eram verdadeiramente omnipotentes no conselho de D. Sebastião.

Havia outra influência poderosa no ânimo de D. Sebastião, que o jesuíta trataria de destruir se a morte lhe não poupasse esse trabalho. Era o velho aio D. Aleixo de Menezes, que faleceu logo em 1569, deixando ao seu pupilo umas recomendações, que ele nunca cumpriu. Aconselhava-lhe que não desse ouvidos aos aduladores que pretendessem afasta-lo de seu tio e de sua avó e foram esses aduladores omnipotentes no seu espírito; que se não entregasse nas mãos dos fidalgos moços, e foi logo o que ele fez da a breves anos; que se não lançasse em empresas temerárias e improfícuas para o reino, e houve a expedição lamentável a Alcácer Quibir; que não entregasse os cuidados do governo a religiosos, e quem governava em Portugal eram dois padres; finalmente lhe aconselhava, que não promulgas se pragmáticas incómodas para os seus vassalos, o D. Sebastião, com as tendências do seu espírito monástico, a primeira coisa que fez, foi promulgar uma pragmática severíssima. Como as cortes insistiam para que el-rei escolhesse noiva entre as princesas europeias, D. Sebastião resignou-se, e principiou a negociar-se o seu casamento com a célebre Margarida de Valois, irmã de Carlos IX. A Espanha opôs-se vivamente a esse casamento, e tratou de oferecer a arquiduquesa Isabel, mas, depois por uma mudança de politica, Filipe II casou esta princesa com o próprio rei de França, Carlos IX. D. Sebastião ressentiu-se dessa desfeita, e tomou o caso como pretexto para se recusar absolutamente a entabular novas negociações para o seu casamento. Estavam, por conseguinte, seguros os jesuítas; ainda assim receavam que a avó recuperasse sobre ele o seu antigo império, mas para se livrarem desse receio, foi suficiente insinuarem-lhe que D. Catarina queria continuar a governar à sombra dele, para que o irritável monarca se despeitasse de forma, que infligiu à avó tais desfeitas que D. Catarina se retirou escandalizada para o palácio de Xabregas, enquanto D. Sebastião passava em Santos ou na Alcáçova o pouco tempo que residia em Lisboa. Queixavam-se muito dessas constantes saídas os habitantes da capital, e com mais razão se queixaram ainda, quando, sobrevindo a terrível peste de 1569, D. Sebastião os abandonou completamente, fugindo da epidemia com a maior cobardia, ele que tantas provas dera de louca e temerária audácia. E porque em D. Sebastião o valor era uma questão de temperamento e não de consciência; não tinha o valor reflectido, que afronta os perigos para cumprir um dever, tinha o valor brutal do caçador e do soldado, a quem o perigo embriaga como um vinho ardente. Durante uma viagem que fez pelas províncias, fugindo da peste de Lisboa, praticou as maiores extravagâncias. Mandava abrir os túmulos dos reis seus antepassados, extasiava-se diante dos que tinham sido guerreiros, mostrava o mais completo desdém pelos pacíficos, principiando a inspirar a todos os mais sérios receios esta sua índole destemperada e bravia que se curvava ao jugo dos jesuítas.

Por esse tempo veio um novo facto actuar no seu espírito. D. João de Áustria ganhara a gloriosa batalha de Lepanto, e essa vitória tivera ecos infinitos na cristandade. Sentiu-se um pouco estimulado, os louros do moço príncipe espanhol, seu tio, lhe perturbaram o sono. Nesse tempo veio a Portugal um legado do papa, o cardeal Alexandrino, convidar D. Sebastião para uma cruzada contra os turcos. O monarca abraçou com entusiasmo essa ideia. Afirmou à república de Veneza que marcharia imediatamente em seu auxílio, escreveu ao Xá da Pérsia para que ele atacasse pelo Oriente o império turco enquanto os cristãos o atacariam pelo Ocidente. Enfim, chegou ao ponto de mandar dizer a Carlos IX de França, que aceitaria a mão de sua irmã Margarida de Valois se ele quisesse entrar na sua cruzada contra os turcos. Não só se resignava a esse casamento, como recusava o dote de 400.000 cruzados, e se comprometia a dar outros 400.000 mil a Carlos IX para ele guerrear os huguenotes do seu reino. O rei de França não pôde aceita esse vantajosíssimo negócio, porque Margarida de Valois já era noiva de Henrique de Navarra. D. Sebastião resolveu passar à Índia, mas dissuadiram-no dessa ideia; quis então passar à. África, de que também o dissuadiram; pensou em aprestar uma frota para ir socorrer Carlos IX nas suas guerras contra os huguenotes, mas a matança da noite sangrenta de São Bartolomeu dispensou esse auxílio. O rei de Portugal resolveu de novo ir ao Oriente, mas teve de desistir desse projecto, porque as tempestades no próprio rio Tejo lhe dispersaram a frota. D. Sebastião continuou a dar prova da mais rematada loucura. O pior, porém, foi a primeira expedição a África, em que logo ao sentiu a que loucas temeridade se poderia arrojar essa criança coroada. Em Agosto de 1574 embarcou secretamente e passou a África, sem prevenir pessoa alguma. Houve grande terror, quando se soube do seu desaparecimento sem se poder suspeitar para onde ele fora. Finalmente apareceu uma carta régia, em que participava a sua expedição, nomeando regente do reino na sua ausência o cardeal D. Henrique. As pessoas mais autorizadas lhe mandaram suplicas repetidas, pedindo-lhe que voltasse. D. Sebastião voltou, mas não foi por esse motivo, foi porque nem em Ceuta nem em Tânger encontrou ocasião de combater. Os marroquinos, apenas souberam da sua chegada, retraíram-se supondo que D. Sebastião era acompanhado de todas as suas forças do reino. D. Sebastião regressou por conseguinte a Portugal, mas decidido a voltar em estado de tentar empresas sérias.

O resultado mais importante desta expedição africana foi a convivência mais íntima que travou com uns fidalgos moços e com D. Álvaro de Castro, que, sem ser moço, era o chefe do partido juvenil, convivência de que resultou o golpe de estado que deu apenas chegou a Lisboa, e pelo qual Martim Gonçalves da Câmara caiu no régio desagrado. A influência passou então a D. Álvaro de Castro, mas D. Sebastião que em nada se importava com os negócios públicos, que tudo deixava entregue aos seus ministros, só numa coisa era intransigente, no que dizia respeito à expedição africana. Esse era o seu grande, o seu decidido empenho. Voltando de Tânger não pensava noutra coisa. Os seus validos agora eram D. Álvaro de Castro e Pedro de Alcáçova Carneiro. Foi este último encarregado de ir negociar com Filipe II um tratado de aliança contra Marrocos, e logo viu que o soberano espanhol não pensava nem por sombras em fazer uma cruzada africana, mas como hábil político, não querendo ficar com a responsabilidade do malogro de uma negociação em que o rei estava empenhado, soube fazer aceitar a D. Sebastião a ideia de uma conferência com seu tio D. Filipe. Foi a célebre conferência de Guadalupe no Natal de 1576. Nessa conferência D. Sebastião insistiu no seu projecto, alegando como pretexto político que era indispensável tomar Larache aos mouros. D. Filipe, primeiro, tentou dissuadi-lo, mas depois começou a entrever as vantagens que da realização desse projecto lhe poderiam talvez resultar, e tratou então unicamente de se não envolver a si próprio no desastre. Por essa ocasião apareceu um inesperado ensejo, que até certo ponto parecia justificar os planos de D. Sebastião. Disse-lhe o bispo do Algarve, D. Jerónimo Osório, que não desaprovava a ideia de uma cruzada contra os mouros, mas que achava inconveniente de todo o ponto a ocasião, e que devia aproveitar-se o momento em que houvesse discórdias graves entre os mouros. Ora essas discórdias deram-se, e tão graves que um príncipe, Muley Moluk, tio do soberano reinante Muley Hamed, expulsou-o do trono, e este apareceu em Portugal pedindo socorro ao rei, a quem prometia em compensação as mais largas concessões de territórios. Para prova da sua boa fé, um seu partidário entregou logo soe capitães portugueses a praça de Arzila que D. João III abandonara. D. Sebastião ficou contentíssimo com este fausto sucesso, e deliberou logo sem a mais leve hesitação, empenhar todas as forças do reino em socorrer Muley Hamed. Debalde todos, sem excepção, instaram com ele para que desistisse de tão louco intento; debalde o conselho de Estado unanimemente lhe declarou que não aprovava semelhante procedimento; debalde a rainha D. Catarina lhe suplicou e o cardeal D. Henrique e o senado da Câmara de Lisboa e os próprios embaixadores de Filipe II instaram com ele, que desistisse do intento, debalde o próprio Muley Moluk lhe ofereceu as condições mais honrosas para que a paz se não rompesse, de ninguém fez caso na sua extraordinária monomania. Ao conselho de Estado disse que o reunira, não para deliberar sobre a questão de se saber se era ou não oportuna a sua passagem à África, essa já, não admitia discussão, estava perfeitamente resolvida. Do que se tratava era de se saber o modo como se havia de realizar a expedição projectada. A Muley Moluk exigiu que lhe entregasse primeiro umas poucas de praças, ditando condições a um inimigo poderoso, mas prudente, como as ditaria a um vencido.

Se a empresa era insensata, o modo de a levar a efeito foi mais insensato ainda. No levantamento do dinheiro preciso para a expedição cometeram-se as maiores exacções que irritavam o povo extraordinariamente. Depois fizeram-se grandes levas no estrangeiro a peso de ouro, e reuniram-se terços espanhóis, alemães e irlandeses, com todos os inconvenientes das tropas mercenárias, recrutaram-se no reino uns 9 mil soldados bisonhos, fracos, que não ofereciam a mínima garantia. O corpo de voluntários da nobreza era brilhante, sem dúvida, pela bravura dos que o compunham, mas era ao mesmo tempo indisciplinado, e depois equipava-se com um luxo completamente impróprio para uma expedição militar. D. Sebastião, não só tolerava esse luxo, apesar das severas pragmáticas que promulgara em tempo, mas animava-o. Apesar de ser acima de tudo cortesão, Pedro de Alcáçova não pôde deixar de escrever uma Memoria, apontando os inconvenientes da expedição, e o modo desastroso como estava sendo preparada. D. Sebastião havia nomeado general da armada a D. Luís de Ataíde, homem de bom conselho e de muita circunspecção, e que sempre se havia oposto a esta temerária empresa; mas por isso mesmo o rei o mandou por vice-rei para a Índia, e deu o comando a D. Diogo de Sousa. Completamente desvairado, tendo-se munido da espada de D. Afonso Henriques que mandara pedir a Santa Cruz de Coimbra, e de uma coroa de ouro que devia colocar na cabeça quando se proclamasse imperador de Marrocos, partiu finalmente a 25 de Junho com uma armada de 800 velas e um exército de 18.000 homens, em que entravam soldados de todas as proveniências, que já em Lisboa haviam tido varias e gravíssimas rixas. Ao chegar a África, as loucuras continuaram. Foi D. Sebastião quem tudo quis dirigir. Para tomar Larache, que é um porto de mar, desembarcou em Tânger a 17 de Julho de 1578, e seguiu por terra, passando por Arzila e Alcácer Quibir. A marcha em Agosto era pesadíssima para os nossos soldados, que ao chegarem a Alcácer Quibir iam já mortos de fadigas.

Seguiu-se a batalha desastrosa de 4 de Agosto, que já está descrita minuciosamente nesta obra, vol. I, pág. 149; acrescentaremos que D. Sebastião, apenas sentiu o cheiro da pólvora, esqueceu tudo, os seus deveres de comandante, as ordens que dera, e arrojou se ao inimigo do espada em punho, praticando verdadeiros prodígios de valor. Quando a derrota começou, D. Sebastião nem deu por ela, mas do repente, quando percebeu que as hostes portuguesas estavam em completa debandada, compreendendo então a enormidade dos seus erros, soube expiá-los os heroicamente. Era um novo erro, porque a sua morte ia deixar o trono vago, sem sucessão. Soube morrer com brio, com uma intrepidez verdadeiramente extraordinária. Acompanhado apenas por uma porção de fidalgos, arrojou-se loucamente ao inimigo, procurando salvar a artilharia que os marroquinos levavam. Não o conseguiu, e os fidalgos que o rodeavam, esquecendo também a sua própria salvação, resgatando lambem heroicamente as culpas da sua temeridade, não pensavam senão em dar a vida para o salvar. O prior do Crato, a pé, com a espada embotada dos golpes que vibrara, todo coberto de sangue, indicava-lhe um claro nas fileiras muçulmanas por onde podia ainda salvar-se, mas D. Sebastião não o atendia. Já não tinha a exaltação febril da coragem, mas a resolução fria de lavar com todo o seu sangue a sua culpa enorme. Já não podia fugir, mas podia comprar a vida com a perda da liberdade. Rendei-vos, senhor, dizia-lhe D. Francisco de Mascarenhas, e ele, meneava trinta e negativamente a cabeça. Só nos reata morrer, acudiu D. João de Portugal. Morrer, sim, respondeu o monarca com voz abafada, morrer, sim, mas devagar. Cristóvão de Távora, querendo salvá-lo à viva força, acenou a um mouro que viu próximo, para que viesse tomar-lhe a espada, mas D. Sebastião percebendo, disse bruscamente: Não, não a liberdade real só se há de perder com a vida. E metendo esporas ao cavalo com verdadeira fúria, sumiu-se nas fileiras muçulmanas vibrando para um e outro lado as mais formidáveis cutiladas. Debalde, os fidalgos tentaram segui-lo, mas D. Sebastião tomara-lhes tão grande avanço, que foi impossível alcançá-lo. Desapareceu, e da sua sorte nunca mais se soube. O povo não quis acreditar na sua morte, e formou se em torno do seu nome, não só uma lenda, mas uma seita, que ficou conhecida por Sebastianistas. Mas a morte do infeliz monarca foi oficialmente reconhecida, e a coroa caiu por infelicidade em seu tio, o cardeal D. Henrique. Em 1582 o cadáver suposto ou verdadeiro, veio para Portugal, e foi enterrado num túmulo da igreja de Belém, onde se escreveu um pequeno epitáfio em latim, que deixa transparecer a dúvida, porque diz: Aqui jaz, si vera est fama ...

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Entre as diversas obras, que se tem escrito acerca do reinado de D. Sebastião, conta-se a Historia Sebastica, de Fr. Manuel dos Santos, publicado em 1735. D. Sebastião usava a empresa de umas estrelas de cinco pontas com a legenda Celsa serena favent. Esta se encontra numa medalha que lhe foi dedicada, reproduzida na Memoria das Medalhas de Lopes Fernandes.

segunda-feira, 19 de março de 2012

CASTANHEIRA DE PERA

Vejam como era identificada esta Vila de Portugal, de onde é natural o titular desteBLOG, nos anos 30:

 Para termos um pouco a ideia de como era Castanheira no ano de 1930 vale a pena
compulsar os registos da época como por exemplo, o “Anuário de Coimbra, Beiras e
Centro de Portugal”, editado em Coimbra.
“Concelho de 3.a ordem e fiscal de 4.a classe. Constituído por duas freguesias:
Castanheira de Pera (S. Domingos) e Coentral (Nossa Senhora de Nazaré). Pertence à
comarca de Figueiró dos Vinhos, da qual dista 17 quilómetros. Distrito de Leiria.
Bispado de Coimbra. Dista 89 quilómetros da sede do distrito. Em 1914 foi elevada à
categoria de vila para efeito da criação do respectivo concelho.
A sua maior importância é-lhe dada pelas numerosas fábricas de lanifícios que aqui
estão em laboração ao longo da Ribeira de Pera pelo que a vila de Castanheira de Pera
está classificada como sendo o terceiro centro industrial de lanifícios do país.
Esta vila é servida pelas estações de caminho de ferro de Pombal e Lousã. Da primeira
há carreiras diárias de camionetas de carga e há também 2 carreiras de camionetas de
passageiros, partindo uma de Pombal às 5 horas da manhã e outra às 16 horas. Pombal
dista da Castanheira 62 quilómetros.
Com a abertura da estrada da Serra, efectuada em 27 de Agosto de 1929, ficou esta vila
em comunicação directa com a Lousã, da qual dista 38 quilómetros. Há uma carreira de
camionetas de passageiros e camionetas de carga.
A chamada estrada da Serra é muito pitoresca e tanto para o lado da Castanheira como
para o lado da Lousã tem lindas vistas, principalmente da Catraia (Alto da Serra a 1200
metros de altitude).
A Sociedade de Melhoramentos Lousã-Castanheira pensa no aproveitamento do
planalto da serra da Lousã, desde a Catraia até ao Tervim, para fins turísticos, estando a
ser aberta uma estrada de ligação com o castelo do Tervim, onde será construído um
mirante.
Feira anual de 20 a 22 de Julho, sem qualquer encargo camarário. Há mercado todos os
domingos.
Dia feriado do concelho: 4 de Julho data da criação do concelho.
Tem estação telégrafo-postal de 2.a classe, com serviço de valores declarados,
encomendas postais, apartados e cobrança de títulos

domingo, 18 de março de 2012

FIGURAS ILUSTRES DE CASTANHEIRA DE PERA / Portugal

VISCONDE DE NOVA GRANADA



JOSÉ ALVES BARRETO

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SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE CASTANHEIRA DE PÊRA


BREVE HISTORIAL


Castanheira de Pêra, tendo sido sempre um centro com alguma importância, tinha, até meados do séc. XIX, no pastoreio e no artesanato da lã, as suas principais fontes de subsistência, já que, as características geológicas e geográficas da região são pouco propícias às práticas agrícolas.

Com o advento da revolução industrial, no período de 1860 a 1880 são fundadas 12 fábricas de lanifícios, consagrando esta indústria como principal meio económico do futuro concelho. Como consequência, neste mesmo período a população aumentava em 1.000 habitantes, com gente vinda de todas as paragens, incluindo do estrangeiro.

Era então necessário criar novas estruturas, e um Hospital era uma de primeira linha.


É assim que o Visconde de Nova Granada, José Alves Barreto, lança a ideia.


Convocada em 6 de Janeiro de 1895, por António Alves Bebiano, Visconde de Castanheira de Pêra, é feita a primeira reunião para se iniciar o projecto, sendo nomeada uma comissão executiva, com a função de angariar fundos, composta pelos seguintes Cidadãos: Membro Honorário: Manuel Alves Barreto, pai do Visconde de Nova Granada; Dr. Eduardo Pereira da Silva Correia, que viria a ser o primeiro Provedor da instituição e também o primeiro Presidente do município em 1914; Domingos Correia de Carvalho, Dr. António José Antunes Florido, Domingos Alexandre, Manuel Alves Bebiano, Manuel Correia de Carvalho e Albino Inácio Rosa, pai do Professor Bissaya Barreto.

Logo nessa reunião, José Alves Barreto, disponibilizou para o início da construção a verba de cinco contos de reis, em moeda forte.


Esta teve início em 1896, sendo o Hospital oficialmente inaugurado em 15 de Julho de 1901 com a presença do Governador Civil de Leiria. É curioso notar que no belo portão de ferro da entrada do hospital consta o ano de 1900, certamente por ter sido concluído nessa data.


No mesmo dia era criada a Santa Casa de Misericórdia de Castanheira de Pêra.~

(cf: Boletim da Câmara Municipal de Castanheira de Pêra)


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Outra figura ilustre de Castanheira de Pera foi o


VISCONDE DE CASTANHEIRA DE PERA 


ANTÓNIO ALVES BEBIANO
 




António Alves Bebiano foi único Visconde de Castanheira de Pêra, que nasceu em Castanheira de Pêra em Julho de 1832, e morreu na mesma vila em Novembro de 1908, filho de José Alves Bebiano e de sua mulher D. Maria Alves Bebiano.

Iniciou a sua vida comercial e industrial no Brasil onde casou com D. Luísa Baeta Neves, irmão do Barão de Queluz (titulo brasileiro).


Foi importante proprietário em Castanheira de Pêra e grande industrial de lanifícios na mesma vila, tendo exercido notável actividade política no concelho de Pedrógão Grande (a que Castanheira de Pêra então pertencia, como simples freguesia), a cuja Câmara Municipal presidiu.


Em Maio de 1950 foi inaugurado um monumento a este titular, em Castanheira de Pêra.


O título foi-lhe concedido por D. Luís em 1881.



Presidente da instituição beneficência de São Paulo:

 

[in Nobreza de Portugal e do Brasil, coordenado por Afonso Zuquete] ANTÓNIO ALVES BEBIANO

sábado, 10 de março de 2012

Letra P - Curiosidade

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.


Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para Papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.


Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.


Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.


Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profi ssão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.


Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo Pereceu pintando... '
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.


E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer:
'O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma.'?

quinta-feira, 8 de março de 2012

SE GOSTA DE TOURADAS VEJA ESTE VÍDEO

 Touradas nos Açores!! Muitas marradas..​. (é para rir à farta ) C/ SOM de preferênci​a FONES !!!

http://www.malhanga.com/videosflash/parte.5/

 

terça-feira, 6 de março de 2012

MEMÓRIAS



  António Ceppas



Um ilustre castanheirense em terras de além-mar


António Ceppas, nasceu em Castanheira de Pera/Portugal no dia 26 de Fevereiro de 1895* e faleceu no Brasil em 9 de Outubro de 1979, no Rio de Janeiro, vítima de parada cardíaca. Na altura, a morte de tão ilustre cidadão foi considerada uma enorme perda para a comunidade portuguesa no Brasil.

O seu corpo está no cemitério da Terceira Ordem do Carmo.


Chegou ao Brasil em 1910 e no mesmo ano empregou-se na antiga "Casa José Silva e Cia", fundada em 1885, pelo Comendador José Silva, que na época explorava o ramo de couro e louça. Exerceu mais tarde o cargo de chefe de vendas, e com o falecimento do fundador, em 1930, tornou-se sócio-gerente, para, em seguida, ser promovido a mentor máximo da sociedade.


Mudando para o ramo do comércio de tecidos de algodão, em 1933, transformou a firma numa das mais fortes casas retalhistas de tecidos, originando-se daí a famosa "Casa José Silva, Confecções ,S.A.".


Foi um dos introdutores da roupa feita, no Brasil, e começou, então, a distribuir com exclusividade as roupas de meia - confecção, deixando vinte lojas distribuídas entre Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte, e a perspectiva da inauguração de três filiais no Rio.


António Ceppas foi responsável pela construção do Hospital Santa Maria, da Beneficência Portuguesa de que foi Presidente da Comissão de Obras do Hospital em 1959.


Neste ano, por ocasião dos festejos do 132º aniversário da Beneficência Portuguesa, foi inaugurado o seu busto na sede da Beneficência, homenagem à sua dedicação pela construção daquele Hospital, um edifício de 11 andares, com 20 mil metros quadrados de área, e 206 apartamentos. Com a primeira pedra lançada pelo presidente Jucelino Kubitschek em 1 de Dezembro de 1960, o hospital foi oficialmente inaugurado pelo presidente de Portugal, Américo Tomás.

Sendo o comendador António Ceppas grande benemérito da sociedade Beneficência Portuguesa desde Março de 1951, recebeu em 1960 a condecoração brasileira Cruz Humanitária, em reconhecimento por serviços prestados.


Provedor da Ordem do Carmo, o comendador gostava de desporto e seu maior "hobby" era o golfe, tendo participado em inúmeras competições e patrocinado vários torneios no Rio e em outros estados. Também gostava de futebol e, no Vasco da Gama, seu clube de coração, exerceu vários cargos.


António Ceppas casou com Elfride Ransleben Ceppas, que nasceu em 15 de Dezembro de 1908 em Mindenwesfalia, Alemanha e faleceu em 27 de Julho de 1997 no Rio de Janeiro. Do seu casamento nasceram dois filhos: Fernanda Ransleben Ceppas e Carlos António Ceppas; cinco netos: Marcus Vinicius Ceppas Rodrigues, Carlos Eduardo Ceppas Rodrigues, Andrea Ceppas Rodrigues, Bruno Ceppas, Cristiana Ceppas e três bisnetos: Francinne Sophie Michaela A. Ransleben Ceppas Rodrigues, Bruno e Juliana.


(Texto adaptado, da autoria de Andrea Ceppas Rodrigues, neta de António Ceppas)



* António Ceppas era filho do industrial Manuel Antunes Ceppas, e irmão de Manuel Alves Ceppas, que ficou em Castanheira de Pêra, fundando a Fábrica Ceppas, nos Esconhais de Cima, e de Franklim e João Ceppas, que também rumaram ao Brasil, onde foram destacados industriais e comerciantes. (N.R.)


Em inquérito feito pela imprensa Inter Americana foi considerado em 1950 o homem ne negócios de maior prestígio no Brasil. (Kalidás Barreto, in Monografia)